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Desempenho de empresas familiares no Brasil supera a média internacional

19/12/2014 10:41

Há alguns dias, por sinal, a revista Economist publicou uma longa reportagem tratando do tema. O que motivou o interesse do veículo foi o fato de que da lista de 500 maiores fortunas pelo mundo, 19% das companhias ali posicionadas eram controladas por famílias.

O "sortudo clube do esperma", como gosta de se referir à sua própria família o megainvestidor Warren Buffet, longe de ser um fenômeno ultrapassado, permanece muito forte no alto comando dos empreendimentos.

Para se ter uma ideia do peso desse modelo de gestão, multinacionais como Walmart, Samsung, Foxconn, Exor e Glencore, apesar de serem hoje companhias de capital aberto, têm a família de seus fundadores com pelo menos 18% das ações e, exatamente por isso, um alto poder de decisão nos rumos dos negócio (incluindo a indicação do CEO).   

Mas seja de capital aberto ou fechado, há entre especialistas aqueles que defendem a empresa familiar elencando algumas vantagens nesse tipo de negócio quando comparado com outros modelos de gestão.

Em primeiro lugar, e isso é um dado histórico, empresas comandadas ou fortemente influenciadas pela família fundadora tendem a desfrutar de uma maior perspectiva de futuro para a marca.

Segundo estudo da Universidade de Nova York, negócios tocados por famílias também costumam ser mais afetivos quanto a relação com os colaboradores. 

Portanto, se você toca uma empresa familiar e se preocupa com o futuro do modelo, o melhor a fazer é investir na transição para as futuras gerações e, se possível, manter o negócio sob o olhar atento de filhos, sobrinhos e netos. Se preparados e dispostos para o desafio, eles representam o que há de melhor para a continuidade de seu esforço empreendedor.


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