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Yes Cosmetics rende-se a internautas e estreia venda na web

26/07/2010 12:00
Candido Espinheira, presidente da Yes Cosmetics.
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O presidente da Yes Cosmetics, Candido Espinheira, tinha receio de que o comércio eletrônico prejudicasse as lojas físicas e as revendedoras

Há dez anos comercializando produtos de beleza através de um exército de mais de 100 mil revendedores, além das 400 lojas próprias no varejo em todo o Brasil, a pernambucana Yes Cosmetics decidiu ampliar seus canais e conquistar os consumidores que compram pela internet.

Para a operação prevista para o ano que vem, a empresa aplicou inicialmente cerca de R$ 80 mil para a formatação do site.

A expectativa é o canal ocupar, a princípio, cerca de 5% na fatia de vendas da marca, hoje de 2 milhões de itens por ano, a um preço médio de R$ 25.

O comércio on-line é uma demanda antiga dos consumidores da marca, o que motivou a entrada no mundo web.

“Todas as semanas nosso relatório interno de marketing mostra que o número de ligações de clientes interessados em comprar produtos pela internet tem sido crescente”, diz Candido Espinheira, presidente da Yes Cosmetics.

O lançamento da linha que leva a assinatura da apresentadora Sabrina Sato, que estará no mercado em agosto, também serviu de impulso para Espinheira decidir ampliar as possibilidades para a web.

“Uma das recomendações da apresentadora foi a disponibilidade de comercialização dos produtos na internet”, diz.

Foram necessários três anos de análise e pesquisa de mercado para a empresa identificar suas possibilidades.

“Tive receio que os canais de venda se colidissem”, diz Espinheira. A empresa ainda estuda um modelo de negócios para que os revendedores e os distribuidores que detêm a concessão das lojas não sejam prejudicados.

Canais independentes

Segundo o consultor Nelson Moura, da Loyalty Consultoria Empresarial, é possível trabalhar com as vendas on-line sem que elas interfiram nos outros canais de vendas, desde que exista sinergia entre eles.

“Um mesmo produto não pode ter preços diferentes nos canais, pois assim um se torna extremamente favorável em detrimento dos outros”, afirma Moura. Para o especialista, ampliar os canais de venda não significa perder receita em uma das pontas.

Moura afirma que o consumidor apenas escolherá como e onde comprar. “O e-commerce permite que o cliente decida de acordo com sua preferência, mas ele não vai deixar de comprar”, diz.

Fonte: Mariana Celle – Brasil Econômico 26.07.2010

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