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Rossi Residencial dá a largada na sucessão da presidência

20/09/2011 21:54
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\"\"Aos 77 anos, João Rossi Cuppolini, fundador da Rossi Residencial, costuma dizer que quando não está dormindo, está trabalhando. E nos últimos meses, o empresário tem se dedicado a mais uma tarefa em sua rotina: ajudar na preparação de Leonardo Diniz, diretor comercial da empresa para o cargo de presidente, atualmente ocupado por Heitor Cantergiani.

O processo será concluído até o final do ano, e Cantergiani, há 30 no grupo, sendo nove como presidente da Rossi Residencial, ocupará uma cadeira no conselho administrativo. Como membro externo, ele participará de decisões estratégicas e comandará alguns comitês, entre eles, o de finanças e fusões e aquisições. "O Cantergiani está com 60 anos. É uma idade avançada para o cargo de presidente", diz Rossi.

Pulso familiar

A Diniz, quinze anos mais novo, cabe a missão de liderar uma empresa que tem o capital aberto desde 1997 e é comandada por uma família. Além do empresário e seu irmão Edmundo, fazem parte do conselho aministrativo Rafael, filho de João Rossi, e seu sobrinho Sérgio. Há ainda dois membros independentes, mais a vaga de Cantergiani.

A filha de Rossi, Renata, chefia o departamento de recursos humanos onde, há três anos, implementou conceitos de meritocracia. Dois de seus irmãos, Eduardo e Guilherme, já trabalharam na companhia, mas deixaram o negócio da família recentemente para criarem suas próprias empresas, também no segmento imobiliário.

"Nos últimos anos temos dedicado um esforço especial para nos diferenciarmos também por conta de nossa governança corporativa", afirma Rossi. Para Adriane de Almeida, superintendente adjunta de conhecimento do Instituto Brasileiro de Governaça Corportativa (Ibgc), a troca de comando de uma empresa é, na maioria das vezes, uma ação positiva.

"A mudança é importante, pois elimina possíveis vícios que antigo executivo pode ter criado", afirma. Porém, na visão da especialista, mudanças no conselho administrativo são ainda mais interessantes do ponto de vista da governança corporativa. "É importante que ocorra alternância, para que o conselho posso se reciclar", diz.

No primeiro semestre deste ano, a receita da Rossi Residencial atingiu R$ 1,4 bilhão, crescimento de 23%sobre o mesmo período de 2010. A companhia tem um estoque de terrenos avaliado em R$ 30 bilhões, os quais permitem a construção de mais de 140 mil unidades e 10 milhões de metros quadrados.

Mesmo com números imponentes, João Rossi gosta de comemorar qualquer economia que consiga fazer, inclusive na vida pessoal. Pelo menos uma vez por ano o empresário viaja a França ou Estados Unidos para esquiar. "Na Europa quem tem mais de 65 anos não paga, já nos Estados Unidos, paga meia", diz orgulhoso da quantia que consegue poupar.

Começo

Bom negociador desde jovem, Rossi foi responsável pela venda do empório da família, em 1960, a um grupo francês. Com o dinheiro montou uma construtora. "Falar francês foi decisivo para fazer uma boa venda. Os estrangeiros foram simpáticos conosco", lembra o empresário que também é fluente em inglês e italiano.

O grupo cresceu e em 1972 chegou a ter 18 mil colaboradores. No início dos anos 1980, a Rossi Engenharia foi vendida e um departamento da companhia, a Rossi Residencial, deu início ao negócio tocado pelo empresário e seu irmão Edmundo até hoje.

Fonte: Brasil Econômico - Cintia Esteves, 13.09.2011

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