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Preço alto é obstáculo para venda da rede Tok&Stok

06/01/2012 10:22
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As negociações para a venda da rede de móveis e decoração Tok&Stok enfrentam obstáculos para a sua conclusão. Os donos e fundadores Regis e Ghislaine Dubrule deram sinal verde para a operação ao banco BTG Pactual, contratado para assessorar a varejista, conforme antecipou o Valor em outubro. No entanto, empresas e fundos de investimento que já estiveram em contato com a empresa consideram elevado o preço inicial pedido pela rede. Como nessas negociações ajustes de condições para a venda são naturais, as conversas continuam, apurou o Valor.

Além do preço, pessoas próximas à família contam que a sócia Ghislaine, casada com Regis, não estaria tão interessada em se desfazer do negócio neste momento, ao contrário do marido e do filho, Paul Dubrule, gerente de expansão da cadeia. "Ela tem tino para o negócio, conhece aquilo tudo muito bem e não está tão certa de que essa é a hora de vender", conta um executivo próximo ao comando da rede.

Segundo fontes ligadas à negociação, a rede estava pedindo inicialmente R$ 900 milhões pelas 35 lojas da companhia e três centros de distribuição com 38 mil metros quadrados em Barueri (SP). Recentes investimentos em pontos inaugurados pela rede variaram de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões. A cadeia faturou aproximadamente R$ 800 milhões em 2011, conforme estimativas de fontes do mercado.

Entre os fundos de private equity sondados pelo BTG Pactual, estão a Gávea Investimentos, o Carlyle Group e a GP Investimentos, segundo apurou o Valor. A Tok&Stok não comenta a informação de que está à venda, assim como os fundos de investimento. A Ikea, uma das maiores redes desse segmento no mundo, também foi consultada, mas a empresa tem planos de consolidar a operação em outros mercados emergentes, como a China, antes de pensar em entrar no mercado brasileiro, segundo fontes próximas à negociação.

Além disso, a companhia teria se interessado apenas pelos pontos de venda da Tok&Stok, localizados em regiões estratégicas. Isso porque a varejista sueca não opera com bandeiras regionais nos países onde atua. Portanto, a bandeira Tok&Stok teria que sumir, caso a Ikea quisesse ficar com o negócio.

Em relação ao interesse de venda dos sócios, o BTG tem o sinal verde dos donos, mas o casal dono da rede não estaria tratando do assunto na mesma "sintonia". Segundo pessoas próximas à companhia, Regis está certo que quer sair do negócio e tem o apoio do filho, Paul, que pretende seguir novos rumos profissionais. Já Ghislaine entende que poderia postergar um pouco as negociações para um outro momento.

Não é a primeira vez que os fundadores da Tok&Stok colocam a empresa à venda e sondam potenciais interessados. Isso já teria acontecido, pelo menos, outras duas vezes. O que leva o mercado a acreditar que é possível que a companhia volte atrás e repense a hipótese de venda novamente.

Além da Tok&Stok, há informações de que a Etna estaria avaliando novos rumos da empresa no país. Concorrente da Tok&Stok, ela passou por um período de "revisão estratégica", admite a rede, e estaria em busca de compradores. A companhia nega.

Fonte: Valor Econômico - Adriana Mattos, 06.01.2012

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