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O papel do cônjuge no sucesso das empresas familiares

18/11/2011 00:43
Criar, gerir e tornar sustentável uma empresa impõe diversos desafios, que se iniciam desde o primeiro momento de colocar a ideia em prática e são constantes ao manter o processo em contínua inovação. Para o fortalecimento dos negócios, quatro pilares importantes devem ser implementados pelas empresas familiares: estratégia, crescimento, governança e gestão.

Quando destacamos o pilar de governança em empresas familiares, podemos verificar cada vez mais clara a definição de papéis e responsabilidades, principalmente na atuação do cônjuge. Esta parte tem participado ativamente no gerenciamento dos negócios, atuando direta ou indiretamente. Em poucas empresas não há a presença desta parte fundamental na gestão, que participa em funções-chave ou não. Seja da área financeira, de produção, comercial, enfim, atividades em áreas em que há uma especial atenção em função do início e nível de maturidade dos negócios.

É importante ressaltar que o cônjuge é um herdeiro da empresa e deve estar preparado para poder gerir, direcionar e acompanhar as atividades, dando continuidade ao processo de profissionalização e estruturação dos componentes de negócios. Vários são os exemplos em que eles são convidados a participar da gestão, em função de imprevistos familiares. E não havendo filhos ou outros entes que passem a fazer parte dela, haverá a necessidade de uma atuação direta.

Quando do nascimento de uma empresa familiar, bem como nos seus primeiros anos, é recorrente o marido ou esposa ser o braço direto na execução das atividades do próprio negócio para a consecução dele. Num momento posterior, quando do fortalecimento da própria empresa, a função exercida irá requerer melhor profissionalização e o nível de preparação exigido será mais aprofundado para que se possa assim agregar mais e na proporção do novo estágio do empreendimento.

O maior desafio é ter a preparação necessária que a condução da gestão requer. Isto vale também para os filhos, pois indicativos apontam que, de modo geral, as gerações seguintes tendem a ser menos rentáveis, se não profissionalizadas. Havendo filhos, que em algum momento farão parte da empresa, é importante pensar em características que fazem total diferença no processo de formação e de contribuição aos negócios. Exemplos: paixão pelo negócio, competência técnica, experiência externa, vontade e garra de deixar sua marca e também a habilidade política na condução dos assuntos junto à família.

Alguns componentes se destacam no auxílio do cônjuge a conhecer e tomar decisões quanto ao processo de gestão da empresa. Isto vai desde o planejamento estratégico formal e prático (onde queremos chegar e como). Mas também a blindagem da família e da empresa, passando pela organização societária, modelo de governança na família (conselho de família, por exemplo) e plano de sucessão formal, com prazo, atividades, forma de reporte e instrumentos de medição e, ainda, uma estrutura robusta de auditoria (interna e externa) e de controles internos.

É de fundamental importância na condução dos negócios que haja definição de responsabilidades. Determinar como a família (cônjuge e filhos) pode se organizar é decisivo para o engrandecimento dos negócios e ter uma empresa cada dia mais forte para as novas gerações, sem deixar de reconhecer as contribuições de todos no processo.

Fonte: Revista Amanhã - Alex Borges, 22.09.2011

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