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Neto predileto da herdeira da L\'Oréal é considerado o diplomata da família

17/02/2012 15:51
Jean-Victor Meyers, ao lado da avó Liliane Bettencourt vai assumir uma cadeira no conselho da L’Oréal em 17 de abril
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Jean-Victor Meyers, neto de Liliane Bettencourt, principal acionista da L'Oréal, sempre foi o "xodó da vovó". Mesmo no auge das batalhas judiciais entre a bilionária de 89 anos e sua filha Françoise Bettencourt-Meyers, ele sempre manteve o contato com a avó. Aos 25 anos, o jovem discreto e considerado o "diplomata da família" substituirá a octagenária no conselho de administração do grupo, líder mundial do setor de cosméticos.

É o mais jovem membro de um board entre as 40 empresas que integram o índice CAC 40 da bolsa de Paris, que reúne os pesos-pesados da economia francesa.

Antes da briga entre a herdeira do grupo e sua filha - motivada pelas doações de € 1 bilhão que Bettencourt fez a um amigo fotógrafo - ninguém na França ouvia falar sobre Jean-Victor Meyers. Protegido ao máximo pela mãe, o jovem, que costumava ir à escola levado por um motorista, sempre viveu longe dos holofotes "escondido" do público. Para algumas pessoas ligadas à família, ele e seu irmão Nicolas, de 22 anos, teriam sido praticamente "criados em uma bolha", segundo a imprensa francesa.

"Ele é um jovem calmo e apreciado por todos", diz uma fonte ligada à família, citada pelo jornal "Le Parisien". As férias, ele costuma passar em Megève, nos Alpes franceses, ou na imensa propriedade familiar em Arcouest, na Bretanha, jogando tênis com uma prima.

O neto mais velho e preferido de Bettencourt estudou economia e administração na Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, e fez cursos de especialização na Universidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, e no Instituto Superior de Gestão em Paris.

Ele já havia se tornado, por uma decisão judicial concedida em outubro que colocou Liliane sob tutela, o único a cuidar dos assuntos cotidianos da avó como a manutenção da residência da herdeira ou questões ligadas à sua saúde. Ele também passou a ser um dos responsáveis, ao lado do irmão e da mãe, pela gestão da fortuna de Liliane Bettencourt.

Durante meses, a herdeira do grupo tentou fazer de Jean-Victor o único tutor de seu patrimônio. Em vão. Em janeiro, a Justiça confirmou que a filha e os dois netos de Liliane são responsáveis pela gestão de sua fortuna. Na época, a advogada da filha de Liliane disse que "não seria apropriado confiar tais responsabilidades a um jovem de 25 anos".

Desde 2010, os advogados de Liliane diziam que ela gostaria que Jean-Victor ganhasse espaço na estrutura hierárquica do grupo, evocando a data de 2012 para que isso ocorresse. Por coincidência, é justamente quando vence o mandato de seu genro, Jean-Pierre Meyers, no conselho de administração do grupo. Mas será o assento da avó, ocupado durante 17 anos, que Jean-Victor irá ocupar a partir de 17 de abril, quando ocorrerá a assembleia geral de acionistas.

Aos 25 anos, ele não teve muito tempo para adquirir experiência na área. Mas já teria uma veia empreendedora: ele criou e preside uma empresa de artigos de moda e acessórios de couro realizados artesanalmente, a Exemplaire.

Seu currículo profissional é curto e suas primeiras atividades na L'Oréal começaram há apenas dois anos. Antes disso, em 2006, ele participou de atividades na Cruz Vermelha francesa e trabalhou, em 2009, como vendedor na loja da grife Louis Vuitton na avenida Montaigne e fez uma "temporada de verão" na Goldman Sachs em Londres. Em 2010, trabalhou na Yves Saint Laurent Beauté, como assistente do gerente de produtos.

Ele é, desde 2011, membro do conselho da Thétys, holding que reúne as ações da família no grupo L'Oréal (31% do capital). No ano passado, fez um "percurso de imersão" na L'Oréal em diferentes divisões e países. Os detalhes da "imersão" não foram dados, mas ele certamente já começava a se preparar para as suas novas funções neste ano. Resta saber se o filho protegido vai reivindicar autonomia em suas decisões no grupo.

Fonte: Valor Econômico - Daniela Fernandes, 17.02.2012

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