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Martins faz balanço de 59 anos de história e fala do futuro

15/05/2012 09:17
Martins: produtos comercializados pelo atacadista chegam a todos os 5,6 mil municípios brasileiros
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Aos 78 anos, o empresário Alair Martins sente que seu negócio está pronto para seguir sozinho. Em 2009, o dono do grupo Martins, maior atacadista do país no formato de entrega, tirou os três filhos da operação e contratou o executivo Walter Faria, ex-colgate, para comandar a empresa. Os herdeiros Juscelino, Renato e Alair Júnior foram para o conselho de administração, junto com outros quatro nomes garimpados no mercado. Entre eles está Amaury Olsen, ex-presidente da Tigre.

“Concluimos que seria melhor para a família. Meus filhos não estavam com a energia necessária para tocar a empresa”, disse Alair Martins ao BRASIL ECONÔMICO. Apesar de todo o processo de profissionalização, o empresário não admite a ideia de vender a companhia ou realizar alguma fusão.

O mais próximo que chegou disso foi no ano passado, quando se desfez de 11% do seu banco, o Tribanco. O comprador foi o IFC, braço do Banco Mundial que concede empréstimos para o setor privado de países em desenvolvimento. “Eles queriam uma fatia maior, mas não aceitei”, afirma.

Com tudo encaminhado, Martins conseguiu diminuir o ritmo de trabalho. Costuma chegar à sede da companhia, em Uberlândia, às 13h. As manhãs ficam reservadas para os exercícios físicos, dos quais não abre mão. “Faço 50 horas de academia por mês”, gaba-se. Também deixou de trabalhar aos finais de semana, rotina tão comum entre os empresários do comércio. Nestes dias, Martins costuma seguir para seu sítio, vizinho ao Rio Quente Resorts, em Goiás.

Esta semana, o empresário abriu mão de sua rotina para visitar a feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em São Paulo. No evento, formado basicamente por estandes de grandes indústrias, o grupo Martins era um dos poucos expositores do comércio.

A presença da companhia tem como objetivo ampliar a sua rede Smart, uma espécie de franquia para pequenos supermercados, atualmente com 900 lojas espalhadas pelo país. Pelos corredores do Expo Center Norte, local da feira, Martins era tratado como celebridade. A cada parada sua, um grupo de engravatados se aglomerava na tentativa de trocar algumas palavras.

Dono de uma empresa de 59 anos, ele se acha um empresário comum, com uma trajetória de acertos, mas também de erros. Um deles foi a tentativa de diversificar demais os negócios, na década de 1990. “Montamos uma transportadora, separada do grupo, mas não deu certo”, lembra. Já seu maior acerto foi ter gasto energia, no final dos anos 1980, para formar um poderoso sistemas de rotas. Reuniu motoristas e, com eles, elaborou caminhos eficientes para entregar seus produtos Brasil afora. O resultado é que suas mercadorias chegam a varejistas dos 5,6 mil municípios brasileiros. Em regiões da Amazônia, algumas entregas viajam em barcos, alugados pelos próprios clientes. No passado, parte dos pedidos eram transportados por aviões, estratégia abandonada devido aos altos custos. Mas Martins prefere mesmo manter os pés no chão com sua atual frota de mil caminhões.

Fonte: Brasil Econômico, Cintia Esteves - 10.05.2012

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