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Magazine Luiza tem apenas jeito de empresa familiar

08/11/2012 11:31
Luiza é membro do conselho diretor da Olimpíada de 2016
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O esforço de Luiza Trajano para profissionalizar a gestão da empresa que criou e delegar poderes.

Há muito tempo o Magazine Luiza tem apenas cara de empresa familiar. Comandada por Luiza Helena Trajano, sobrinha da fundadora, a companhia audita seus balanços desde 1998.

Em 2009 buscou no mercado o executivo Marcelo Silva para o cargo de superintendente e no ano passado abriu o capital. Mesmo ainda ocupando a presidência, Luiza dá sinais de ter deixado a parte operacional dos negócios nas mãos do ex-comandante da Pernambucanas.

Ontem, durante sua palestra no 15º Fórum de Varejo da América Latina, evento que acontece esta semana na capital paulista, a empresária pediu ajuda do executivo para lembrar-se do faturamento registrado pela companhia em 2011. "Foram R$ 7,6 bilhões", respondeu Silva, da plateia.

Também fica a cargo dele esclarecer as dúvidas dos analistas de mercado durante as teleconferências de resultados do grupo. O plano de remuneração de funcionários é outro assunto que Luiza quer distância. "Só acerto salário de gerente de serviço de atendimento ao consumidor", afirmou a empresária.

Esta semana, juntamente com outros empresários, ela participou de uma reunião em Brasília com o ministro Guido Mantega (Fazenda). "Gostamos do pacote do governo, todo mundo sabe que é necessário investir em logística, mas o importante é que eles cumpram o cronograma", disse.

Para a empresária, o governo federal está aberto para o crescimento de todos os segmento da economia. Esta certeza deve fazer o Magazine Luiza acelerar a expansão de sua rede de lojas nos próximos meses.

No segundo trimestre deste ano, a varejista abriu apenas um novo ponto de venda, o qual consumiu investimento de R$ 5,1 milhões. O montante é 33% menor do que o total desembolsado no mesmo período de 2011.

Nas reformas de lojas, a companhia aplicou R$ 8,1 milhões, baixa de 46,4%. Muitas das unidades que receberam melhorias no período pertenciam às redes Baú e Maia. Tratam-se das aquisições mais recentes da companhia.

Esporte

Nos últimos tempos, Luiza também tem se dedicado às reuniões do conselho diretor da Rio 2016, grupo responsável pela organização das Olimpíadas no Brasil.

A empresária esteve em Londres durante os Jogos Olímpicos e percebeu algumas falhas no evento, como por exemplo, a desorganização e falta de limpeza dos banheiros públicos.

"Mesmo assim, o evento foi só elogios. Tenho certeza que o Brasil conseguirá fazer um bom trabalho. Temos que acreditar nisso", afirmou a empresária.

Fonte: Jornal Brasil Econômico, Cinitia Esteves, 17.08.2012

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