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Má gestão familiar é responsável pela maioria dos fechamentos de empresas

08/10/2010 12:00
A maioria dos problemas que levam ao fechamento de empresas se refere à má gestão, embora esse quesito tenha melhorado significativamente na última década, em razão do aumento de investimentos em governança e do ambiente mais favorável a negócios no mercado doméstico.

A afirmação é do secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini. Segundo ele, pelo menos 80% dos processos de encerramento que chegam ao Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC) dizem respeito a questões familiares.

Como 99% das empresas nacionais são de pequeno porte, muitas são criadas apenas com interesse de sobrevivência familiar, sem os cuidados necessários de planejamento. Por esse razão, a maioria fecha as portas nos dois primeiros anos de vida, acrescenta Lupatini.

“Quando se abre uma empresa, tem que estar tudo combinado, inclusive quanto à sucessão. Também não se deve contratar ninguém com base em grau de parentesco, pois o primeiro critério tem que ser a qualificação profissional”, orienta.

O secretário lembrou pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) segundo a qual a taxa de mortalidade empresarial caiu muito entre 2002 e 2007, mas ainda era de 22%. Uma taxa muito alta, segundo ele, em relação à média de 15% a 20% registrada nos países com economia estável há mais tempo.

Lupatini está otimista, porém, quanto à evolução do quadro de melhora das empresas nacionais de 2007 para cá. Isso deve ser mostrado em nova pesquisa que o Sebrae já realizou e está tabulando os dados. Ele disse que, embora o mundo tenha convivido com uma crise financeira que dificultou o acesso a crédito para todos (entre outubro de 2008 e meados de 2009), as pequenas empresas foram as que sentiram menos.

Segundo o secretário, as micro e pequenas empresas se sustentaram fortemente com a expansão da massa salarial e se beneficiaram de medidas do governo como a redução do Imposto sobre Propriedade Industrial (IPI) em alguns segmentos do comércio. “Isso permitiu que as pequenas empresas continuassem vendendo”, disse Lupatini. Das micro e pequenas empresas do país, 87% são das áreas de comércio e serviços e só 13% são voltadas para atividades industriais.

Fonte: Stênio Ribeiro – Agência Brasil 12.09.10

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