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Hypermarcas vende Etti e Assolan por R$ 305 milhões

12/12/2011 17:01
"Com a venda da Etti e da Assolan, a companhia finaliza o ciclo de desinvestimento dos negócios de limpeza e alimentos", diz Claudio Bergamo
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A Hypermarcas é conhecida por ser rápida no gatilho. Da mesma forma com que multiplicou o seu faturamento com aquisições desde a abertura de capital, em 2008, a companhia vendeu rápido as marcas que deram origem ao seu negócio.

Depois de meses de especulação no mercado, a Hypermarcas anunciou neste final de semana a venda da Etti para a multinacional Bunge e da Assolan para a brasileira Química Amparo, trazendo para o caixa R$ 305 milhões.

Com as operações, a empresa agora pode dedicar seus esforços em duas frentes: medicamentos e higiene pessoal.

"Com a venda da Etti e da Assolan, a companhia finaliza o ciclo de desinvestimento dos negócios de limpeza e alimentos, o que permitirá iniciar o ano de 2012 focada em medicamentos e higiene pessoal, segmentos nos quais é líder e que oferecem maior rentabilidade e perspectivas de crescimento", disse Claudio Bergamo, CEO da Hypermarcas, em comunicado divulgado à imprensa.

A Etti, conhecida pelas linhas Salsaretti e Puropurê, foi vendida para a Bunge, comandada por Pedro Parente, por R$ 180 milhões.

A transação inclui a aquisição de uma fábrica em Araçatuba, no interior de São Paulo, onde também funciona o centro de distribuição, com cerca de 250 funcionários.

Já a Química Amparo, empresa familiar dona da marca Ypê, pagou pela Assolan R$ 125 milhões.

Nessa operação, a companhia adquiriu o negócio de fabricação e comercialização de aço, palha de aço, panos de limpeza, esponjas sintéticas e saponáceos, comercializados sob as marcas Assolan, Perfex e Cross Hatch.

Para Maurício Morgado, professor da FGV-Eaesp, a estratégia faz sentido. "A Hypermarcas, ao que parece, está fugindo da briga com gigantes como a Procter&Gamble, Unilever e Nestlé dentro dos supermercados", avalia Morgado.

"Em alimentos, as multinacionais têm mais escala e acesso a marcas globais." Essas empresas, portanto, têm mais força na hora de negociar com o varejo supermercadista.

Já na seara do varejo de farmácias, a Hypermarcas pode ser mais poderosa, visto que a rede de fornecedores é muito pulverizada. Não que faltem concorrentes de peso, a exemplo da Colgate. "Mas há volume de empresas de menor porte para fornecer itens fora da prateleira de medicamentos", ressalta o professor.

Mercado financeiro

As operações de venda poderão ajudar a Hypermarcas a fazer as pazes com os investidores, que viram o preço das ações da empresa despencar este ano.
Na sexta-feira, os papéis da Hypermarcas encerraram o dia cotadas a R$ 8,81, com queda de 1,01%. No início do ano, as ações valiam cerca de R$ 22.

Essa queda, da ordem de 60,7% no ano, é reflexo das expectativas pessimistas de investidores por causa do desempenho ruim dos resultados e da revisão de estimativas. No terceiro trimestre, a companhia teve prejuízo de R$ 190,5 milhões.

Fonte: Brasil Econômico - Érica Polo e Denise Carvalho, 12.12.2011

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