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Família Arede abre conversas para a venda da rede Onofre

16/02/2012 19:37
Grupo nega proposta da Pacheco/Drogaria São Paulo e negocia com CVS e Walgreens, dos EUA

Os irmãos Ricardo e Marcos Arede, donos da rede de drogarias Onofre, abriramas portas da empresa para negociar a venda da operação. Há pouco mais de 30 dias, a rede Pacheco/Drogaria São Paulo (DPSP) fez uma proposta de incorporação da Onofre em uma transação que envolveria a troca de ações. Segundo apurou o BRASIL ECONÔMICO, os irmãos Arede não aceitaram o acordo por terem preferência em receber os recursos da venda em dinheiro. De acordo com pessoas próximas, os Arede também conversaram recentemente com CVS Caremark e Walgreens, duas das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos. O encontro com executivos da CVS teria ocorrido há cerca de 60 dias.

Há pelo dois anos, a Onofre é alvo de rumores no mercado. O que estaria por trás do interesse da rede em negociar a venda seria a decisão dos irmãos Arede de concentrar os esforços no negócio de comércio eletrônico. Eles criaram, em novembro, a Onofre Eletro, loja virtual de eletroeletrônicos. A expectativa da família é que o negócio pode ser tão vultoso quanto a rede de drogarias, com faturamento de mais de R$ 500 milhões por ano. Hoje, estima-se, o faturamento das 40 lojas da Onofre está
perto de R$ 1 bilhão.

A Onofre nega que existe qualquer negociação envolvendo a empresa. Procurado para comentar o assunto, Ronaldo Carvalho, sócio da Pacheco/Drogaria São Paulo, também nega a transação. Por e-mail, a CVS e a Walgreens disseram que não comentam rumores. A Walgreens acrescentou que não tem feito anúncio a respeito de expansão em mercados internacionais.

A aquisição da Onofre faz todo o sentido para uma rede como a CVS, a Walgreens e até mesmo para a inglesa Boots. A Onofre vende uma sampla linha de cosméticos e temummodelo de negócio baseado em megastores, grandes lojas de conveniência, que vendem menos medicamentos em relação a drogarias convencionais.

O momento para as negociações, aparentemente, são os mais propícios. Na avaliação de Antônio Britto, presidente da Interfarma, entidade que reúne as indústrias farmacêuticas, os grupos estrangeiros têm interesse em desembarcar no Brasil porque os seusmercados, mais maduros, estão andando de lado por causa da crise financeira. “Todos os principais fundos de investimento do mundo estão de olho no varejo brasileiro e isso inclui as farmácias”, diz Britto.“O fato de o mercado brasileiro crescer de forma sólida faz com que haja enorme interesse pelas aquisições. Essa estratégia ajuda as farmácias a ganhar escala para comprar e vender medicamentos”, diz ele.

Fonte: Brasil Econômico - 15.02.2012

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