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Fabrimar busca modelo mais profissional

24/07/2012 10:07
Caleiro, diretor comercial e um dos executivos profissionais da companhia, tem a expectativa de dobrar a receita de R$ 168 milhões do ano passado até 2015
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No dia 12 de dezembro, a fabricante de metais sanitários Fabrimar completará 50 anos e a palavra de ordem na companhia é profissionalização, para a qual, a empresa desenvolveu um plano. Durante o cinquentenário, a empresa espera dar um passo decisivo em seu planejamento: remanejar da diretoria da companhia para o conselho de administração os três membros da família Martins, donos de 95% da empresa, e preencher os cargos vagos com executivos do mercado.

O primeiro membro da família a deixar a direção da Fabrimar para integrar o conselho da companhia foi David Martins, ex-diretor administrativo financeiro. Seus irmãos, Douglas Martins, diretor industrial da Fabrimar, e Diana Servera, gerente de marketing e comunicação da empresa, trilharão o mesmo caminho, numa fase seguinte do projeto.

A profissionalização da Fabrimar, conta o diretor comercial da empresa, José Fernando Caleiro, também passa por investimentos em equipamentos, curso de capacitação dos funcionários, contratação de mais empregados e internacionalização da marca. Tudo isso, para dobrar a capacidade fabril e o faturamento bruto da empresa até 2015 - no ano passado, as receitas totais da Fabrimar foram de R$ 168 milhões.

Até 2014, a companhia pretende investir R$ 30 milhões na contratação e capacitação de funcionários e na compra de equipamentos que aumentem a produtividade, como máquinas de lixamento e polimento, baixa pressão, e forjamento de alta pressão, aparelhos que já começaram a ser importados de Espanha, Itália e China. O quadro de funcionários, nesse período, crescerá, aproximadamente, em 10%, para 1.250 empregados.

Apesar da projeção de crescimento, o primeiro semestre deste ano foi "difícil", nas palavras de Caleiro, devido à desaceleração da economia brasileira. Por isso, a receita bruta da companhia deverá crescer apenas 3,4%, para R$ 80 milhões. A empresa espera uma retomada dos negócios neste segundo semestre, com as medidas adotadas pelo governo para induzir o consumo, como a redução de impostos. A empresa espera alta de 7% no faturamento neste período.

Nesse contexto, conta Caleiro, a grande aposta é o mercado do Rio, que desde 2009 vem crescendo, em média, 7% ao ano, taxa que será mantida em 2012 e acelerada para 15% em 2013. Esse crescimento, projeta Caleiro, se manterá até 2016, em razão das obras de infraestrutura ligadas à realização da Copa do Mundo e da Olimpíada, e à cadeia de óleo e gás. A Fabrimar alega ter 57% de participação no mercado fluminense. "Estamos confiantes com o Rio, que tem o diferencial da Olimpíada", diz. Segundo o diretor da Fabrimar, a tendência é que a demanda por metais sanitários, depois de 2016, se estabilize no Rio. "Isso não será um problema, porque o país ainda estará crescendo e haverá um déficit habitacional grande."

Para realizar a projeção, a Fabrimar tem como meta lançar cinco linhas de produtos anualmente até 2016. Cada linha possui cerca de dez produtos, entre torneiras, misturadores de lavatório e duchas. Então, deverão chegar ao mercado 50 produtos, em média, por ano. "É essencial haver renovação do portfólio de produtos", afirma Caleiro.

Devido à necessidade de lançamentos, a Fabrimar gasta, em média, 5% de sua receita bruta em inovação. Os planos de expansão da Fabrimar incluem ainda um aumento nas exportações. Hoje a empresa exporta apenas para Portugal, Angola, e países da América Latina, e as vendas representaram somente 1% da receita de 2011. A ideia é que, mesmo com o crescimento do faturamento, as vendas externas representem 8% até 2015. A empresa pretende vender para Estados Unidos, México, Espanha, Itália e Inglaterra. "Esses mercados vão se desenvolver muito na parte de economia de água e produtos eletrônicos. Estamos buscando um expertise maior nisso. Precisamos melhorar nesses quesitos", diz o diretor.

Fonte: Valor Econômico - Diogo Martins, 24.07.2012
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