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Cybelar compra lojas da Colombo em SP e MG

13/11/2012 17:11
Ubirajara Pasquotto, presidente da Cybelar, conversou diretamente com Adelino Colombo e fechou a compra de 65 lojas em dois meses: operação relâmpago
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Numa das mais rápidas negociações já vistas no setor, a rede de eletroeletrônicos Cybelar anunciou ontem a aquisição das operações da Lojas Colombo no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais - numa movimentação que leva a duas mudanças imediatas no mercado. A Cybelar passa a fazer parte do conjunto das dez maiores empresas do setor no país, com 159 lojas e cerca de R$ 700 milhões em faturamento anual estimado. E se torna um ativo interessante aos olhos dos concorrentes. Já a gaúcha Lojas Colombo, do empresário Adelino Colombo, deixa um problema para trás, a operação de São Paulo, e pode voltar a defender o seu mercado no Sul do país.

O presidente da Cybelar, Ubirajara Pasquotto, falando desde a sua sede em Tietê (SP), resumiu: "É muito simples, eles queriam vender, e nós queríamos comprar. Eu já tinha comentado que nos avisassem se fossem vender algum ponto. Conversamos e deu certo". Com isso, concluiu-se, em só dois meses, a negociação para compra de 65 lojas. O valor não foi informada, mas é avaliada pelo mercado em R$ 120 milhões a R$ 130 milhões - cerca de R$ 2 milhões, em média, por loja adquirida.

O centro de distribuição da Lojas Colombo em Sumaré (SP), alugado pela rede, deve ter o contrato transferido para a Cybelar. Essa negociação ainda não foi concluída.

O contrato foi assinado pelas redes na sexta-feira à tarde na sede da Lojas Colombo, em Farroupilha (RS), pelos irmãos e controladores da Cybelar (são sete sócios) e pelo empresário Adelino Colombo, 81 anos. O Valor apurou que a venda de parte da operação da Lojas Colombo ocorreu porque a empresa não teve os resultados esperados em São Paulo, em parte pela forte concorrência.

Desde o início do ano, voltaram a crescer os rumores de que a Colombo estaria à venda. "Eles fizeram o certo. Precisam focar no Sul, que é a praça que conhecem e onde a concorrência para eles já aumentou", disse Eugenio Foganholo, sócio diretor da Mixxer Consultoria. Segundo as empresas, não houve a participação de assessores financeiros na operação. As equipes das duas varejistas deram suporte para a operação.

Com o negócio, a Cybelar passa a ter 159 lojas no país (94 da empresa e 65 da Colombo) e R$ 200 milhões a mais em seu faturamento anual. Esse valor em vendas deve ser atingido pelas lojas adquiridas da Colombo no primeiro ano de operação com a Cybelar, estima Pasquotto, ou "Bira", como é conhecido no mercado.

Ao somar esse montante de R$ 200 milhões com a previsão de vendas da Cybelar em 2013, a receita total da nova empresa (incluindo os novos pontos adquiridos) deve ultrapassar os R$ 700 milhões no ano que vem, apurou o Valor . "Nós adiantamos o nosso plano de expansão em dois anos. Vamos atingir ao final de 2013 aquilo programado para ser atingido ao fim de 2015", diz Pasquotto. "E, mesmo em integração, se aparecer algo para analisarmos, podemos avaliar".

Em relação ao processo de integração das novas lojas, o empresário diz que deve levar menos de um ano. O primeiro passo será a mudança da fachada das lojas da Colombo, que receberão o nome de Cybelar e terão o layout interno adaptado ao modelo da empresa. Isso ocorrerá até o fim do primeiro semestre de 2013.

A sobreposição de pontos da Cybelar com as lojas adquiridas é estimada por Pasquotto em cerca de 30%. "Não devemos fechar nada, nem demitir ninguém. Se o Cade [órgão de defesa da concorrência] pedir algo, deve ser para fechar um ou outro ponto", disse.

Para que o negócio saísse, a Colombo criou uma nova empresa, a Colombo Paulista e vendeu essa empresa à Cybelar. Os pontos adquiridos respondiam por 13% do faturamento da rede gaúcha, que projeta faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2012, ante R$ 1,38 bilhão no ano passado. Com a venda, a Colombo passa a concentrar as operações na região Sul, onde mantém 260 lojas, além de dois CDs, em Porto Alegre e Curitiba.

Em 2011 a varejista gaúcha já havia fechado as duas lojas que mantinha em São Paulo, abertas em 2009. Desde o início de 2008 até o fim do ano passado a empresa também havia reduzido os pontos de venda de 361 para 320, com o fechamento de unidades que apresentavam rentabilidade abaixo do esperado. Neste ano o número havia sido ampliado para 325, até a venda das operações para a Cybelar. Procurada, a Colombo disse que não se manifestaria a respeito do assunto.

Fonte: Jornal Valor Econômico - Por Adriana Mattos e Sérgio Ruck Bueno | De São Paulo e Porto Alegre, 13.11.2012
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