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Beleza Natural investe em tapete vermelho para a clientela da classe C

06/01/2012 10:45
Leila Velez presidente do Beleza Natural: consumidor experimenta novos produtos e serviços e está mais exigente
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Especializado em cabelos crespos e ondulados, o instituto carioca Beleza Natural acaba de investir R$ 2 milhões em um salão em Serra, no Espírito Santo. Ele vai servir como base para a reforma das outras onze unidades da rede ao longo de 2012 e também para o plano de expansão que desenha para os próximos cinco anos. A nova identidade visual, o acabamento sofisticado e o tapete vermelho em que a cliente desfila o novo penteado têm um público alvo: a classe C. "Acompanhamos a sofisticação do olhar desse consumidor, que começou a experimentar novos produtos e serviços e está se acostumando a ser mais exigente", diz a sócia e presidente, Leila Velez.

O instituto não divulga faturamento, mas afirma atrair 80 mil clientes por mês somente com seu carro-chefe, o tratamento super-relaxante. Ao preço de R$ 67,90, o redutor de volume gera sozinho receita mensal de R$ 5,4 milhões. Nele os cabelos passam por uma espécie de linha de produção, trazida por Leila e o marido, Rogério Assis, da experiência como funcionários da rede de restaurantes McDonald's.

A irmã dele, Heloísa Assis, e o marido, Jair Conde, são os outros dois sócios. Eles deram início ao negócio há 18 anos com a fórmula do super-relaxante e o primeiro salão no quintal de casa, no morro do Catrambi, no Rio de Janeiro.

Hoje com nove salões no Rio, dois no Espírito Santo e um na Bahia, os sócios planejam conquistar outras áreas do mapa até 2016. "Os planos passam por São Paulo e Minas Gerais, que são praças muito interessantes pelo volume de clientes potenciais", considera Leila, citando 2013 como o ano em que esses projetos devem se concretizar. Os resultados do salão modelo, aberto em novembro, vão ditar o ritmo da abertura de novas unidades.

A criação do salão de beleza modelo envolveu a revisão de todos os processos internos. O instituto buscou conciliar a comunicação com seus princípios. O slogan "você com liberdade de escolha" foi substituído por "bonito é ser você". "Mudamos porque toda a essência da marca, tanto na prestação de serviço quanto no desenvolvimento do produto, é que se assuma o cacho", diz Theiza Paiva, diretora de planejamento estratégico da agência Crama, responsável pela nova identidade visual.

Nas novas unidades os produtos de tratamento da marca própria, Cor Brasil, passam a ser vendidos no formato autosserviço, em que a cliente tem acesso direto aos itens. Hoje a empresa fabrica 250 toneladas de produtos para cabelos crespos por mês, usados e comercializados apenas nos salões da rede.

Apesar da aproximação com o modelo do varejo, Leila afirma que não há intenção de levar os cosméticos aos mercados. "Não faz sentido levar o produto ao ponto de venda sem uma orientação profunda, que é feita pelas nossas consultoras de beleza", diz Leila. Na rede, 70% dos 1,4 mil funcionários e colaboradores são antigos clientes.

O grande número de consumidores com cabelos crespos e ondulados transformou os salões do Beleza Natural em "laboratórios vivos", segundo Leila. Em julho a empresa firmou uma parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, da Universidade de Brasília (UnB). Os dois vão buscar juntos novas soluções para tratar cabelos crespos e ondulados.

Fonte: Valor Econômico - Luciana Seabra, 06.01.2012

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