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Abril Educação prepara mais aquisições

16/12/2011 14:23
A Abril Educação pretende fazer pelo menos duas aquisições no próximo ano. As áreas de interesse da companhia são sistemas de ensino (ou apostilas), idiomas e cursos técnicos e profissionalizantes.

"Todas as áreas que atuamos nos interessam, com exceção de livros didáticos. Acredito que duas aquisições são pouco, mas não dá para prever exatamente quantas serão. Estamos conversando com várias empresas", disse ontem Manoel Amorim, presidente da Abril Educação. Foi seu primeiro encontro com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).

A companhia não tem interesse em adquirir editoras de livros didáticos porque uma de suas estratégias é se tornar uma empresa menos sazonal. As empresas que vendem livros para escolas têm receitas altas apenas no começo e fim do ano devido à demanda do período letivo escolar. Já os sistemas de ensino, por exemplo, geram receita mensalmente. Nos nove primeiros meses deste ano, o faturamento proveniente de suas editoras de livros didáticos Ática e Scipione representavam 49% da receita líquida da companhia. No mesmo período de 2010, esse percentual era de 68%.

A companhia, cujo controlador é a família Civita, é dona de quatro sistemas de ensino: Anglo, Ser, pH e Maxi. "Já estamos bem cobertos com os nossos sistemas de ensino. O que pode nos interessar é um sistema de ensino com uma marca forte, metodologia pedagógica diferenciada e atuação regional significante", afirmou Amorim.

Com isso, são boas as chances de a Abril Educação adquirir escolas de idiomas - segmento no qual a Abril Educação tem interesse mas, ainda, pouca atuação. "Chegamos a negociar com uma escola, fizemos "due diligence", mas desistimos", disse Amorim. Caso a Abril Educação conclua uma aquisição de escola de idiomas, há grandes chances de a empresa estrear no sistema de franquias, uma vez que quase todas as redes de idiomas operam com esse modelo para expandir negócios. Há escolas que não atuam pelo sistema de franquias como Cultura Inglesa e Alumni, mas elas são instituições sem fins lucrativos.

"Já temos experiência com franquias. As escolas de inglês compram o material e treinam seus professores. É uma forma de trabalhar muito parecida com a da Abril Educação, que vende os sistemas de ensino para as escolas e capacitam seus professores", explicou.

Um dos planos da companhia para os próximos anos é começar a cobrar royalties de escolas que usam a bandeira Anglo e criar cursos preparatórios para o Enem. A Abril Educação encerrou os nove primeiros meses do ano com receita líquida de R$ 408 milhões.

Fonte: Jornal Valor Econômico - Beth Koike, 16.12.2011

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