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Ser rico ou ser rei

27/06/2011 15:50
Pense no fundador da Empresa de sua família.

Conhecendo-o bem, como deve ser o seu caso, responda a seguinte pergunta: qual seria a opção do fundador, caso tivesse que decidir por uma das situações:

Modificar o modelo de governança da Empresa para que seu valor de mercado fosse multiplicado várias vezes, ou continuar a bordo da direção geral da Empresa, sozinho, no modelo autocrático de gestão?

Para ajudar na sua resposta, imagine que está sentado na platéia de um teatro.

No palco, uma cena se desenrola: a história da criação da Empresa de sua família.

O fundador e a Empresa – criador e criatura – envolvem-se em uma relação muito especial, ao longo de décadas, desde o surgimento do negócio. No início os recursos são poucos, a capacidade de trabalho é enorme. Ele segue seu sonho.

Tempos depois é arrebatado por um sentimento de puro amor pela criatura, período em que o negócio cresce muito e se estabiliza.

A relação evolui e, legitimamente, o fundador passa a viver na sua zona de conforto. Já pode olhar para trás e observar em perspectiva, a obra que criou. A atitude natural adotada por ele é, então: “eu sou, eu posso”.

Um corte na cena e vamos observar a platéia: lá estão os membros da família.

Podemos classificá-los em grupos: (1) os que aplaudem ao final de cada ato; (2) os que ficam indiferentes; (3) os que vaiam, ou criticam.

O primeiro grupo é formado pelos membros da família que trabalham na Empresa, acompanhando de perto o crescimento do negócio. Também estão nesse grupo aqueles que se dedicam a trabalhos que, de alguma forma, resvalam no negócio da família e os que desenvolvem carreira profissional em projetos fora dos limites da Empresa da família. Os indiferentes aguardam o momento certo para optar por um dos dois extremos.

O grupo dos críticos é formado por parte dos membros da família que não trabalham na Empresa. Trocam informações (aos sussurros, numa versão familiar da “rádio-peão”), procurando montar estratégias de cooptação de outros membros da família para sua “causa”.

Novo corte e voltamos nossa atenção para o palco.

O fundador está, agora, em sua torre de controle liderando a família e o negócio. Em seu radar possui a visão panorâmica de todos os movimentos dos grupos de familiares, da empresa, do mercado. Pela larga experiência, toma somente as providências mais necessárias para proteção do patrimônio, acumulado ao longo de todo esse tempo.

Prepara-se, neste momento, para optar por uma das duas situações que comentei no início deste post, reunido com seu Conselho Executivo, ou seja, o espelho (o fundador é uma pessoa muito solitária no que diz respeito à tomada de decisões)!

Algumas provocações para alimentar a reflexão:

No ambiente que descrevi, qual é a posição mais difícil: a sua, a dos demais membros da família, ou a posição do fundador?

Colocando-se no lugar do fundador, qual decisão você tomaria?

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