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Regras na Empresa Familiar. São necessárias?

08/11/2012 11:11
Como diz o empresário Mário Ceratti, no caso da governança das famílias que controlam as Empresas Familiares, uma das atitudes é traduzida pela frase  “boas cercas, bons vizinhos”.

Muitas famílias questionam esta afirmação:  “lá em casa o amor e os princípios da família superam a necessidade de regras de convivência entre familiares-sócios”.

Posturas como esta alimentam as estatísticas mundiais a respeito da sobrevivência das Empresas Familiares:  aproximadamente 13% delas, somente, conseguem passar o controle para a  3ª. geração.

As causas principais desse resultado?  Os conflitos familiares não resolvidos.

Você deve saber que famílias empresárias prezam muito pelo desempenho econômico-financeiro de suas empresas, ainda que não utilizem as técnicas mais modernas de governança.  Por isso são muito bem sucedidas nesse aspecto.

Mas o comportamento e as atitudes de membros das famílias não são gernciáveis, na maior parte dos casos.

Felizmente é cada vez maior, no Brasil, casos de famílias empresárias que resolvem lidar preventivamente com o acompanhamento do comportamento futuro da postura de seus membros.

Muitos de seus membros vêm se conscientizando que, a médio prazo, os familiares irão se tornar sócios;  grande parte deles, sócios que não tiveram a oportunidade de se escolher como tal.

Esses aspectos e tantos outros, levam à conclusão de que algumas cautelas devem ser tomadas.

Um exemplo:  o principal aspecto da estrutura de relação entre sócios é a confiança.

Ocorre que os alicerces dos negócios familiares não podem ficar na expectativa que as relações de confiança entre seus sócios-controladores sejam pontilhadas pela confiança em todo o tempo, durante décadas.

A definição de um conjunto de regras a respeito de postura, comportamento e atitude entre familiares-sócios é o instrumento modernamente utilizado, para proteger o patrimônio das famílias empresárias.

Próximos passo? Proponho que faça um exercício:  analise o posicionamento de sua família, em termos da governança, frente ao que foi discutido neste texto.

E responda, para você mesmo, a seguinte pergunta:  observando a quantidade, o perfil médio e a postura dos membros da minha família, numa perspectiva de médio prazo (20 anos, por exemplo), seria prudente criar um documento que contivesse resoluções a serem partilhadas por todos, com relação à empresa, ao patrimônio e à postura dos familiares-sócios?

De acordo com o resultado de sua análise, recomendo que procure traçar caminhos para atingir os novos objetivos.

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