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Pai, empreendedor, empresário, gestor

20/08/2012 21:59
Queridos filhos acordei, nesta segunda feira com muito orgulho de todos vocês, pela bela homenagem que me prestaram ontem, dia dos pais.

Acordado desde as 5h00 da manhã com um incômodo, percebi que poderia tornar essa situação em um agradecimento a vocês, pela homenagem de ontem.

Nas cinco últimas décadas sua mãe e eu estivemos ocupadíssimos, dando vida a um sonho que, imaginamos, seria a obra a ser legada para vocês: a nossa Empresa.

Eu, nos papéis de fundador, presidente, principal gestor e uma espécie de supervisor dos trabalhos dos diretores das áreas industrial, comercial e administrativa. Sua mãe nos papéis de fundadora, à frente das finanças fazendo “dupla de área” com o diretor financeiro, responsável pela assinatura de todos os cheques, caixa da família e minha “ombudsman” (ou seria ombudswoman ?) .

Do sonho, criação, crescimento e estabilização da Empresa, até o dia de hoje, reconheço que houve algumas falhas mas destaco duas como sendo as principais:

- Demos vida ao nosso sonho, sem consultar vocês, se desejariam ser sócios-entre-si, sem que tivessem tido a oportunidade de optar, ou não, por essa situação;

- Eu e sua mãe mergulhamos na administração do negócio, sem que tivéssemos competência para tanto.

Quanto ao primeiro ponto ainda não concluí como poderia ter evitado a situação, ou feito coisa diferente. Certamente já teria essa solução caso tivesse lido os livros que venho lendo ultimamente, a respeito de Empresas Familiares e tido acesso ao trabalho de “coaching” ao qual vocês e eu estamos dedicados hoje em dia.

Mas o segundo ponto foi uma bobeada minha!

Eu já deveria ter notado que não poderia ser um bom gestor para a Empresa. Que deveria ter me assessorado de profissionais competentes para as áreas mais importantes; que sua mãe deveria ter uma carreira fora da empresa e não se tornar o profissional de confiança nas finanças !

Confesso que caí na armadilha de querer me tornar o executivo único da empresa, cercando-me de “yes men”, pessoas de confiança que exercem uma servidão quase canina às minhas ordens ! Mas que não acrescentam competência e resultado ao negócio !

Hoje, não consigo confiar em grande parte deles como profissionais competentes que agreguem resultado ao negócio, num mercado hiper concorrido e profissional !

Diante desse quadro, prometo que em pouco tempo nos debruçaremos sobre um novo projeto de profissionalização de nossa mentalidade profissional, para que as próximas décadas tragam à família, à Empresa e ao nosso patrimônio, dias de mais calmaria e menos conflitos !

Um beijo, do papai!

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