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O papel do herdeiro na família e em seus próprios negócios

17/06/2013 11:01
O objetivo da maior parte dos fundadores das empresas familiares, é que seus descendentes dediquem suas carreiras profissionais participando do negócio que, com  empreendedorismo e dedicação, colocaram no mercado.

Algumas constatações importantes para contextualizar a situação:  a) as relações familiares tornaram-se muito mais complexas, nas últimas décadas;  b) a empresa familiar é uma organização diretamente influenciada pela dinâmica das famílias que controlam seu capital;  c) a taxa de complexidade das relações familiares não é menor nas famílias empresárias; muito pelo contrário.  Explica-se esta última afirmação pelo envolvimento da emoção nas relações pessoais, num cenário em que existe patrimônio comum ou seja, um legado de propriedade  de toda a família).

Minha observação, em mais de uma centena de empresas familiares com as quais trabalhei nos últimos 20 anos é que cedo, os filhos são levados para dentro da estrutura da empresa. Nem sempre por vontade própria, mas por um aspecto natural da dinâmica da família. Essa decisão dos pais tem aspectos positivos e negativos na carreira profissional dos herdeiros, bem como em sua vida pessoal.

Quais as mudanças, então ?

Alguns aspectos pressionam a relação dos pais, com os herdeiros, jovens entre dezoito e trinta anos pertencentes às denominadas gerações  “Y”, “Z” e outras ainda mais recentes:

O crescente grau de liberdade de escolha quanto ao direcionamento profissional,  e em muitos outros aspectos, na vida dos jovens (opções de posicionamento na formação acadêmica, expressão política, crença religiosa, expressão sexual, etc);

- As dezenas de novas possibilidades de carreira, em comparação com o que existia há trinta anos;

- O grande o incentivo ao empreendedorismo, nos mercados nacional e mundial, tendo como exemplo o movimento de criação das chamadas “start up´s”.  Não raro, herdeiros procuram colocar em prática o aspecto empreendedor, associando-se a amigos, buscando investidores “anjos”, empresas aceleradoras de investimentos, ou grupos de investidores.

Cabe então, uma análise do ponto de vista dos papéis que esses herdeiros poderão assumir como:  sócios, líderes, principais gestores do próprio negócio, empreendedores de um negócio próprio e membro de uma família empresária.

Ser sócio é um papel tão importante quanto complexo. A componente principal entre sócios é a confiança. Os sócios deverão colocar em prática os seus melhores esforços para que a confiança se mantenha entre eles, em períodos de bonanza e nos períodos em que conflitos ameaçarem a relação societária.

Líder, o herdeiro terá que entender seu papel de mantenedor da saúde empresarial de seu negócio.  Normalmente, líderes enfrentam como desafio, muitos ônus e alguns bônus. Sua condição de líder faz com que deva metabolizar os ônus, entendendo-os como dados dos problemas do dia-a-dia de um empreendedor; como fatores motivacionais que o levarão a esforços ainda maiores para melhorar o resultado de seus negócios.

Ser gestor do próprio negócio colocará o herdeiro frente-a-frente com todos os processos e interlocutores de sua empresa (clientes, fornecedores, mercado, concorrentes, governo, bancos, etc).  Um exemplo:  na fase de operação inicial da emprsa, em que uma enorme carga de energia terá que ser aplicada no planejamento e  operacionalização das atividades do negócio que está nascendo.  Deverá maximizar sua curva de aprendizagem em um tempo relativamente curto, para que o planejamento seja colocado em prática com objetividade e flexibilidade.  Será o principal executor em  diversas frentes de trabalho, todas fundamentais:  contratação e capacitação dos integrantes de sua equipe, estabelecimento do nível adequado de comunicação com a equipe/com o mercado, manutenção da linha de produtos ou serviços, implantação de processos de trabalho eficientes, gestão das finanças e dos trâmites de controle. Em suma, será o responsável por encaminhar seu negócio para o nível de estabilização comercial e econômica.

Ao tornar-se empreendedor,  não poderá se esquivar da condição de herdeiro, também. Deverá enxergar seu papel de sócio, ou futuro sócio do negócio da família, parte integrante de seu patrimônio, definindo o tipo de relação que terá com o(s) negócio(s) criado por seus pais.  Ou seja, posicionando-se  – claramente –  em um dos papéis, ou um  “mix” deles:  sócio;  gestor; membro da governança familiar e corporativa (estrutura de conselhos).

Sua decisão deverá ter como princípio, manter-se próximo e em harmonia com sua família.

Desta forma estará maximizando a taxa de sucesso do seu próprio negócio, e a perpetuidade dos negócios/patrimônio de sua família.

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