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Empresa Familiar tem indicadores melhores do que Empresas “não-familiares”

14/02/2012 12:48
Pude confirmar esta conclusão de pesquisa que venho realizando há meses, no contato que fiz com diversos especialistas no Brasil, na América do Sul e ao visitar o professor Joachim Schwass, titular da área de Family Business do IMD, importante instituição de educação executiva localizado em Lausanne, Suíça.

Esta conclusão baseia-se na observação de indicadores como: taxa de reinvestimento do resultado no próprio negócio; esforço para que o negócio familiar seja um benchmark para o mercado; competência e dedicação com que são gerenciados os produtos e serviços; quase que uma devoção à marca do negócio familiar; o orgulho com que muitas famílias empresárias desenvolvem pelo negócio.

A explicação é quase lógica e palpável. Basta falar com um membro de família empresária que trabalhe na Empresa.

Conversando com fundadores de Empresas Familiares, ouço frases como:

“Construí o negócio para meus filhos! Onde vou aplicar meu dinheiro com maiores chances de perpetuar o patrimônio deles?”

“Somos uma família com poucos membros. 10% do resultado anual de nosso negócio principal é mais do que suficiente para nos proporcionar uma vida com qualidade e conforto!”

“Ensino a meus filhos, desde pequenos, que o melhor investimento de suas vidas é no próprio negócio da família. Tudo isso retornará para eles, quando forem mais maduros”.

Empresas não-familiares têm, quase sempre, compromissos a cumprir com suas casas-matrizes; obrigatoriedade de envio de resultados para o exterior; compromissos econômico-financeiros com seus executivos e acionistas. Estes aspectos as impedem, ou desestimulam na maioria dos casos, a reinvestir parte substancial do resultado, no próprio negócio.

A ligação emocional ao empreendimento da família, por várias décadas, cria no inconsciente do membro da família, uma ponte direta com o resultado do negócio.

Posso citar o caso de uma conhecida empresária cuja empresa da família foi vendida para um concorrente internacional, há mais de 30 anos. Conheci a família naquela época e tornei-me amigo dos familiares.

Até hoje posso observar as conseqüências do “sumiço repentino”, o impacto da venda, no dia-a-dia da família controladora da Empresa.

Essa empresária, seus irmãos e primos haviam passado grande parte de sua adolescência e juventude visitando constantemente a Empresa.

Lembranças positivas da participação no dia-a-dia da Empresa, o contato carinhoso com os funcionários mais antigos (quase membros da família), as festas de final de ano em que o fundador realizava um discurso emocionado para os mil funcionários.

Mas a conseqüência mais visível no caso dessa empresária é a total desmotivação, quase uma nostalgia, a luta para abraçar um novo caminho profissional.

Em seu escritório num dos edifícios mais valorizados de uma das maiores cidades do país, passa os dias lendo jornal, assistindo televisão. Faz um negócio aqui, outro ali, mas nada a satisfaz.

Realidade mundial, cada membro das famílias empresárias devem encontrar motivação para tornar a Empresa, cada vez mais forte no mercado, mantendo-a viva e forte como parte do patrimônio da família.

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