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E a família, vai bem?

27/06/2011 15:47
Se fizermos um painel das famílias empresárias em todo o mundo, constataremos que apenas difere entre elas a cultura e o local onde residem. No mais, 90% dos acontecimentos nesses núcleos familiares são muito semelhantes: a relação dos filhos com o pai, com a mãe; a relação entre irmãos, entre primos; a modificação da relação entre pais e filhos após o casamento de cada filho(a); a relação mais próxima ou mais afastada entre primos; as reclamações de parte-a-parte entre o chefe (geralmente o pai, mas muitas vezes também a mãe) e os subordinados (filhos) como, por exemplo:

- “Tomo café da manhã com o chefe todos os dias e já começo a trabalhar ali mesmo, na frente da xícara”;

- “Se chego tarde da balada o chefe deixa um bilhete em cima da minha cama, lembrando que tenho que estar pronta às 7h30, sem falta!”

Também não difere a existência dos rituais familiares: a pizza do sábado à noite, ou o almoço do domingo, ou a viagem anual da família toda; os pequenos conflitos do dia a dia solucionados rapidamente; os conflitos mais sérios que podem fazer com que um(a) filho(a) não vá à casa dos pais no aniversário de um deles, ou na noite de Natal!

O detalhe importante a atentar é a influência dos laços emocionais (da família) no desempenho do negócio. O negócio necessita que seus dirigentes usem a razão (e não a emoção) para sobreviver, crescer e se perpetuar!

Para os membros das famílias que detêm o controle das Empresas Familiares é muito difícil mudar a forma de pensar sobre seus negócios, superando a barreira do informal, da convivência emocional, com o objetivo de proteger a Empresa e o patrimônio. Para nós, especialistas em Governança e Sucessão, a mudança da forma de pensar dos membros da família recebe o nome de profissionalização e é a mais eficaz estratégia a ser aplicada para garantir a sustentabilidade dos negócios familiares, ao longo das próximas gerações.

Nos próximos posts abordarei detalhadamente cada ferramenta que deve compor essa estratégia.

Enquanto isso, faça um exercício.

Tente colocar em uma régua imaginária, na qual zero é o grau mínimo e dez é o grau máximo, o nível de profissionalização dos seus parentes e familiares em relação aos negócios da família.

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