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Conflito intergeracional na Empresa Familiar

18/05/2012 13:51
O capítulo referente aos conflitos, na família empresária é sempre escrito com cautela, nos bons textos que tratam o tema Empresa Familiar. Por que?

Informações trocadas entre especialistas em Empresas Familiares, em todo o mundo, geraram um dado estatístico importante: somente 12% a 15% das Empresas Familiares conseguem passar o controle para a 3ª. geração.

Quais as causas principais?

A grande maioria está ligada aos conflitos, não tratados, que atingem membros das famílias que controlam o capital dessas Empresa.

E os conflitos inter-gerações respondem por mais da metade dos casos de insucesso.

Há algumas verificações importantes dentro do aspecto inter-geracional.

Um exemplo: conflitos não resolvidos entre membros da família em uma geração passam, automaticamente, para os membros da geração seguinte. Outro exemplo: o modelo de gestão de uma Empresa Familiar, em 99% dos casos verificados, sofre modificações importantes quando membros das novas gerações assumem o comando, por conta de mudanças no mercado, ambiente social, tecnologia.

Os membros das primeiras gerações, de negócios familiares, via de regra, viveram em um mundo empresarial muito menos complexo.

Muitos deles, ainda à frente da gestão dos negócios que criaram há 30, 40, 50 anos, pecam na abordagem de aspectos vitais, como:

a) Forma de exercitar o controle da gestão: utilizam conceitos herdados dos pioneiros do negócio, época em que o mundo (e o mundo dos negócios) eram bem menos complexos e exigiam menor conhecimento estratégico de variáveis locais, regionais e mundiais;

b) Comunicação com o mercado, com a estrutura da Empresa: comunicam-se com pouca propriedade; sufocam importantes canais de comunicação na Empresa e na família;

c) Comunicação com a família (com quotistas e acionistas): este é um dos principais itens responsável pelo surgimento de ressentimentos e desconfianças por parte de familiares que recebem nenhuma, poucas informações sobre o desempenho da Empresa;

d) Composição da estrutura da Empresa da família: utilizam práticas pouco recomendáveis que contrariam a máxima “…não contrate quem você não poderá demitir…”; contratando parentes e amigos inaptos;

e) Utilização do conhecimento de especialistas em áreas fundamentais como finanças e marketing: não confiam nesse tipo de contratação;

f) Contratação de talentos: preocupam-se pouco com a capacidade de atração, desenvolvimento, motivação e retenção de profissionais talentosos;

g) Motivação para a formação de novas lideranças na Empresa, na família empresária;

h) Inovação: confiam na imagem da Empresa, construída ao longo de muitas décadas. Negam-se a procurar entender o modelo mental dos consumidores e clientes.

Em meio a acusações a respeito desta natureza de falhas, complementadas por conflitos de origem emocional, inúmeras Empresas Familiares navegam nos limites da estatística citada no início deste post.

Convite: faça de um exame crítico da forma como sua família aborda conflitos emocionais e àqueles ligados à saúde do patrimônio.

Utilize seu network, aproxime-se de centros de excelência, muna-se de informações atualizadas, confiáveis, vindas de fontes competentes e confiáveis.

Não exite: siga nada menos do que as melhores práticas de gestão para proteger a Empresa e o patrimônio da família.

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