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Ciclo de vida da empresa familiar

11/11/2013 18:18
As estatísticas demostram que a maioria das empresas familiares, em todo o mundo, não conseguem atingir a transição para a 3 ª geração.

Apesar de todas as vantagens competitivas que abrigam, como a alavancagem do  nome de família,  grande confiança entre os seus integrantes,  orientação de longo prazo (pela necessidade de garantir a perpetuação do patrimônio, para as futuras gerações).

Famílias empresárias e suas empresas podem ter um caminho sem entraves, através de um processo de constante renovação, desde que sobrevivam aos desafios e se adaptem às mudanças, naturais a qualquer organização.

É importante observar que os principais desafios e as mudanças podem ser previstos, desde que a família empresária entenda o ciclo de vida dos seus negócios.

Uma empresa familiar de sucesso é aquele que trabalha em harmonia com os vários estágios de sua evolução:  empreendedorismo, sobrevivência, crescimento,  governança, renovação e declínio.

Cada uma dessas fases  tem seus próprios desafios e fatores diferenciadores que determinarão a viabilidade do negóco, a longo prazo.

É possível observar-se  um roteiro, identificando transições organizacionais críticas, bem como as armadilhas do negócio, que crescem em tamanho e complexidade à  medida que a empresa cresce.

Primeira Fase: Empreendedorismo
Nesta fase inicial, o fundador declara que está  explorando uma oportunidade de negócio  e que está muito motivado para levá-lo adiante. O fundador  vê a oportunidade onde muitas pessoas não vêem.

Seu foco é a viabilidade do negócio, ou seja, encontrar clientes suficientes para apoiar a existência da empresa. A família é, muitas vezes, o principal fornecedor de mão de obra da empresa.

Segunda Fase: Sobrevivência
A empresa desenvolve um grau de formalização de sua estrutura  e estabelece suas próprias competências distintivas. O principal objetivo, aqui, é gerar receita suficiente para continuar as operações e financiar o crescimento suficiente para que o negócio mantenha-se  competitivo.

Terceira Fase: Crescimento
Nesta fase a empresa se ​​concentra em aumentar sua participação no mercado , apresentando produtos e serviços novos e inovadores ao mercado;  expandindo sua operação para outras regiões;  atraindo financiamentos para suportar seu crescimento.

Caso o fundador consiga superar os problemas apresentados pelo próprio  crescimento, pela expansão, o negócio continuará a crescer e se beneficiará da  sinergia entre herdeiros  e pais.

Quarta Fase: Governança / Maturidade
A mudança do modelo de poder concentrado em uma só pessoa, para aquele em que os herdeiros deverão trabalhar juntos, com sinergia, para tomar decisões que beneficiem a empresa e não apenas os seus interesses pessoais .

Nesta fase, a governança deve colocar ênfase em princípios como transparência, responsabilidade e justiça.  Caso estes princípios não sejam observados, poderão surgir conflitos de difícil resolução, com grande chance de colocar em perigo a sobrevivência do negócio da família e , muito provavelmente , a harmonia e a unidade familiar.

Quinta Fase: Renovação
A empresa cria o desejo voltar a operar com um modelo  “mais magro”, com menores custos.  As equipes deverão promover a inovação, trabalhando com criatividade, que poderá  ser  obtida através da utilização de uma estrutura de tomada de decisão mais descentralizada.

Sexta Fase: Declínio
A empresa entrará nesta fase, caso predominem: a política organizacional e busca do poder;  caso os membros da família controladora do negócio pressionem a gestão,  mais preocupados com as metas pessoais do que as metas da empresa.

Em algumas empresas familiares, a incapacidade de atender às demandas externas de uma Fase anterior,  poderá  levá-la a um período de declínio em que experimentará falta de lucro e perda de participação de mercado.  Neste caso, o  controle e o processo de tomada das principais decisões tendem a retornar a um punhado de pessoas , da mesma forma como o desejo por poder e influência nas fases anteriores, corroeram a viabilidade do negócio.

Conclusão
Fundadores bem sucedidos na criação e crescimento de seus negócios devem  desenvolver competências que serão necessárias à implementação de mudanças (sucessão, entre elas), para que consigam interpretar e agir sobre “o que virá a seguir”.

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