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Capital Social e o Futuro da Empresa Familiar

31/10/2013 17:52
A força das relações entre pais e filhos, a confiança desenvolvida após décadas de convivência é o que se denomina capital social da empresa familiar.

O desenvolvimento do capital social, em uma família empresária, depende de dois fatores fundamentais:  a presença física constante dos pais junto a seus filhos; a qualidade da atenção que oferecem a eles.

Esses pré-requisitos fazem com que surja uma relação de extrema confiança e o ambiente propício para o repasse do conhecimento, de uma geração para outra, que envolve  as bases fundamentais do negócio e a defesa dos interesses legítimos da família.

Sabe-se que as raízes do conhecimento estão contidas na filosofia e na sociologia.

Uma das definições de conhecimento é  “a capacidade individual de distinguir situações e gerar conceitos para a tomada de decisão, de acordo com o contexto, as teorias, os próprios valores e crenças”.

Cada interação com outra pessoa, cada aplicação das referências pessoais, cada ação que a pessoa realiza, contribui para alimentar a formação de um novo conhecimento que pode agir positivamente (ou não) na identidade, personalidade e comportamento.

Experimentos realizados no campo da comunicação demonstram que uma fonte digna de confiança pode influenciar substancialmente o comportamento de um receptor.

Também neste aspecto, as empresas familiares bem governadas apresentam vantagens já que, na maior parte dos casos, os membros da família empresária têm maior pré-disposição para compartilhar o conhecimento entre si e  todos os familiares vivem da mesma fonte de recursos econômicos.

Nas famílias empresárias em que existe o entendimento de que o patrimônio pertence a todo o grupo familiar e que a diretriz principal é o aumento desse patrimônio através das gerações, verifica-se que a  disponibilidade de transmitir a experiência e o  conhecimento é uma constante.

Porém nos casos em que, entre os membros da família empresária, não são desenvolvidos os princípios da confiança, por não existirem relações sólidas entre os membros de duas (ou mais) gerações, paira a ameaça sobre o futuro dos negócios.

Cessa a transmissão do conteúdo principal do conhecimento acumulado, o que pode colocar em risco a operacionalização da estratégia de médio prazo e, consequentemente, a reputação e a marca do negócio.

Percebe-se, portanto que é muito importante que as famílias empresárias não se permitam ser vencidas pelos pequenos problemas que surgem no dia-a-dia, tendo como objetivo e pilar-mestre de sua estratégia, a manutenção de seu capital social; o crescimento e a perenidade do patrimônio familiar.

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