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A ausência do fundador na Empresa Familiar

27/06/2011 15:37
A empresa familiar pode ser analisada como um conjunto de três sistemas: a família, a empresa e o(s) sócio(s), que interagem a todo o momento. Já a família pode ser vista como um conjunto de sistemas que se interinfluenciam constantemente: pais, irmãos, primos, cônjuges e sócios.

A figura central e ator principal no cenário da família e da empresa é o fundador, esteja ele vivo ou não.

Para os ocidentais, a morte é um trauma. No caso da morte do fundador, deve ser discutida por ser um fato duplamente traumático para a família: a perda de um líder, pai, avô, bem como do criador e comandante da empresa, ao longo de muitas décadas.

Os familiares passam por uma experiência de vazio de identidade e de liderança, compartilham dores afetivas, criam um ambiente de confiança e solidariedade entre si. Em algumas ocasiões, esse vazio repentino pode ser a causa de graves conflitos que tendem a ser resolvidos a partir do momento em que o grupo familiar atinge um novo equilíbrio nas relações de poder, que gerará novos pactos, atitudes e ações.

Na nova etapa evolutiva da empresa, outra liderança surgirá, geralmente na figura de um representante da nova geração de familiares. Entre os aspectos positivos desta situação está o surgimento de um novo pensamento empresarial, novas práticas de gestão. O aspecto oposto é a possibilidade de que um sucessor despreparado e enlutado possa vivenciar confusões de funções, de ações e de hierarquia, em meio à dor, ao choque e à tristeza ou culpas.

A conclusão lógica é que deve ser discutida, na família empresária e na empresa familiar, a possibilidade da ausência do fundador, em seus aspectos práticos e de ações a serem tomadas a curto e médio prazo. No entanto, dado o componente emocional ser predominante nessa situação, é fácil entender a impossibilidade – na maioria das famílias empresárias, e mesmo na estrutura de muitas empresas familiares – do tratamento desse assunto com a antecedência e a pró-atividade que seria aconselhável.

Como inúmeros aspectos da vida, a conclusão é que cada caso é um caso e que, ao longo do tempo, tal situação será acomodada e a vida da família, e da empresa, continuará.

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