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6 reflexões sobre o futuro da Empresa Familiar

02/08/2012 09:41
A respeito do controle: o fundador está no controle há mais de 30 anos, nas principais Empresas Familiares do Brasil. Existem aspectos positivos e outros, não tão desejados. A longa passagem à frente do negócio não oferece boas perspectivas para o futuro. Sob árvore frondosa não nasce, sequer, grama. A solução indicada é o investimento na formação dos herdeiros e familiares, para que aprendam a vir-a-ser bons sócios e, aos que se interessarem, tornarem-se eficientes gestores dos negócios da família.

A respeito da hierarquia: nas Empresas em que membros da família ocupam cargos na gestão, devem ser claramente definidas as responsabilidades e o nível de autoridade de cada um. O melhor é que os familiares gestores utilizem a razão nas tomadas de decisão, ao invés de permitir que a emoção permeia as relações.

A respeito da contratação de parentes: a relação emocional entre parentes que trabalham juntos, na Empresa da família, deve ser minimizada. Desta forma ficará fácil o direcionamento e o crescimento das equipes e do negócio. Um aspecto importante é criar uma regra, que abranja toda a família, salientando a necessidade da competência e qualificação dos parentes que vierem a ser contratados.

A respeito do “turnover” nas equipes: contratações realizadas tecnicamente, evitam alto índice de demissões, seja ele membro da família, ou não. Uma regra de ouro para contratações: não contrate quem não pode ser demitido. Isto vale para a contratação de parentes e amigos. Os processos de admissão e de retenção de funcionários devem ser planejados e executados com princípios eficientes.

A respeito dos investimentos para o crescimento da Empresa: familiares que atuam na Empresa não devem raciocinar em termos de “caro ou barato”, nos investimentos que a Empresa venha a realizar. Importante para o negócio é a relação “custo-benefício”. Sempre que essa relação for tecnicamente positiva, os investimentos devem ser aprovados.

A respeito das atitudes conservadoras: os membros mais jovens da família, que trabalham na gestão da Empresa, devem se esforçar no sentido de influenciar na posição dos membros mais velhos da família, nas tomadas de decisão. Estes, tendem a desenvolver atitudes mais conservadoras, a se desatualizarem quanto às inovações nas estratégias de gestão, bem como tomar decisões baseados em altas taxas de aversão ao risco. Vale o vigor e a competência dos mais jovens, para persuadi-los.

O futuro brilhante para a Empresa Familiar está nos processos de sucessão. Colocarão na liderança dos negócios, maior taxa de competência, processos de governança familiar e corporativa, driblando a emoção que, naturalmente, permeia as relações entre parentes.

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